terça-feira, 12 de maio de 2015

CHARLES DARWIN, O HOMEM QUE NOS MOSTROU DE ONDE VIEMOS

Hoje vou falar um pouco de um dos maiores cientistas da história da humanidade, autor do livro mais importante da história da ciência. Para mim é uma honra publicar sobre ele, pois juntamente com Nicola Tesla, para mim, não há comparação do intelecto deles com os de todos os outros seres humanos.

Seu nome completo era Charles Robert Darwin, porém o grande gênio ficou conhecido simplesmente como Charles Darwin. Ele nasceu em Shrewsbury, Inglaterra, em 12 de fevereiro de 1809, e morreu em Downe, Kent, em 19 de Abril de 1882. Ele é considerado o pai da Teoria da Evolução, explicando a sua ocorrência por meio da Seleção Natura e Sexual.

A teoria de Darwin de que evolução ocorreu por meio de seleção natural mudou a forma de pensar em inúmeros campos de estudo da Biologia à Antropologia. Seu trabalho estabeleceu que a "evolução" havia ocorrido: não necessariamente por meio das seleções natural e sexual (isto, em particular, só foi comumente reconhecido após a redescoberta do trabalho de Gregor Mendel no início do século XX e o desenvolvimento da Síntese Moderna). 

Apesar da grande controvérsia que marcou a publicação do trabalho de Darwin, a evolução por seleção natural provou ser um argumento poderoso contrário às noções de criação divina e projeto inteligente comuns na ciência do século XIX. A ideia de que não mais havia uma clara separação entre homens e animais faria com que Darwin fosse lembrado como aquele que removeu o homem da posição privilegiada que ocupava no universo. Para alguns de seus críticos, entretanto, ele continuou sendo visto como o "homem macaco" frequentemente desenhado com um corpo de macaco.

O INICIO DO FASCÍNIO DE DARWIN PELA NATUREZA

Darwin era membro da proeminente família Darwin-Wedgwood e à elite intelectual da época. Em 1825, depois de passar o verão como médico aprendiz ajudando seu pai no tratamento dos pobres de Shropshire, Darwin foi estudar medicina na Universidade de Edimburgo. Contudo, sua aversão à brutalidade da cirurgia da época levou-o a negligenciar seus estudos médicos. Na universidade, aprendeu taxidermia com John Edmonstone, um ex-escravo negro, que lhe narrava sobre as florestas tropicais na América do Sul. Em seu segundo ano, Darwin se tornou ativo participante de sociedades estudantis para naturalistas. 


Em 1827 seu pai, decepcionado com a falta de interesse de Darwin pela medicina, matriculou-o em um curso de bacharelado em artes na Universidade de Cambridge, para que ele se tornasse um clérigo. Nesta época, clérigos tinham uma renda que lhes permitia uma vida confortável, e muitos eram naturalistas, uma vez que, para eles, "explorar as maravilhas da criação de Deus" era uma de suas obrigações. Em Cambridge, entretanto, Darwin preferia cavalgar e atirar, ao invés de estudar. Passava muito do seu tempo coletando besouros com seu primo William Darwin Fox. Este o apresentou ao reverendo John Stevens Henslow, professor de botânica e especialista em besouros que, mais tarde, viria a se tornar seu tutor. Darwin ingressou no curso de história natural de Henslow e se tornou um de seus alunos prediletos.

A CRUCIAL VIAGEM DO HMS BEAGLE

Darwin se juntou a tripulação do Beagle, navio inglês que zarpou da Inglaterra sob o comando do capitão Robert FitzRoy em 27 de dezembro de 1831 com a missão de fazer um levantamento cartográfico das costas da parte sulista da América do Sul como uma continuação do trabalho de levantamentos anteriores, produzindo gráficos para guerras navais e comércio, desenhos de colinas da perspectiva do mar, com medidas de suas alturas. Em particular, a longitude do Rio de Janeiro que havia formado pontos de discordância entre levantamentos anteriores devido a discrepâncias nas medidas. Uma longitude exata deveria ser encontrada, usando cronômetros calibrados que deveriam ser corroborados por repetitivas observações astronômicas. Registros contínuos das marés e das condições meteorológicas também foram exigidos.

O trajeto do MHS Beagle
Em segundo plano estava o levantamento próximo às enseadas nas Ilhas Malvinas e, se estação permitisse, nas Ilhas Galápagos. Então o Beagle procederia para o Taiti e paraBaía de Sydney, Austrália, pontos conhecidos para a verificação dos cronômetros. Uma exigência adicional foi realizar um levatamento geológico de um atol de coral circular no Oceano Pacífico, incluindo investigações do seu perfil e dos fluxos relativos a maré.

Embora a expedição tenha sido originalmente planejada para durar dois anos, ela durou quase cinco anos, o Beagle não retornou até 2 de outubro de 1836. Darwin gastou a maior parte do seu tempo explorando em terra (três anos e três meses em terra; 18 meses no mar).

Nos países visitados na expedição Darwin estudou uma grande variedade de características geológicas, fósseis, organismos vivos e conheceu muitas pessoas, entre nativos e colonos. Coletou metodicamente diversos espécimes, muitos dos quais novos para a ciência. Isto estabeleceu sua reputação como naturalista e fez dele um dos precursores do campo da ecologia, particularmente a noção de biocenose. Suas anotações detalhadas mostraram seu dom para a teorização, formando a base para seus trabalhos posteriores, fornecendo visões sociais, políticas e antropológicas sobre as regiões visitadas.

Representação do MHS Beagle em Monte Sarmiento
Na América do Sul Darwin descobriu fósseis de animais extintos como o megatério e o gliptodonte, em camadas que não mostravam quaisquer sinais de catástrofe ou mudanças climáticas. Naquele tempo Darwin pensava que aquelas eram espécimes similares às encontradas na África, mas após a sua volta, Richard Owen, um biólogo, anatomista comparativo e paleontólogo britânico lhe mostrou que os fósseis encontrados eram mais similares a animais não extintos e que viviam na mesma região (preguiças e tatus). Na Argentina, duas espécies de ema viviam em territórios separados mas compartilhavam áreas comuns. Nas ilhas Galápagos, Darwin descobriu que cotovias (mockingbirds) diferiam de uma ilha para outra. Ao retornar à Inglaterra, foi lhe mostrado que o mesmo ocorria com as tartarugas e tentilhões. O rato-canguru e o ornitorrinco, encontrados na Austrália, eram animais tão estranhos que levaram Darwin a pensar que "Um incrédulo... poderia dizer que 'seguramente dois criadores diferentes estiveram em ação'". Todas estas observações o deixaram muito intrigado e, na primeira edição de "A Viagem do Beagle", ele explicou a distribuição das espécies à luz da teoria de Charles Lyell de "centros de criação". Em edições posteriores, ele já dava indicações de como via a fauna encontrada nas Ilhas Galápagos como evidência para a evolução: "é possível imaginar que algumas espécies de aves neste arquipélago derivam de um número pequeno de espécies de aves encontradas originalmente e que se modificaram para diferentes finalidades".

DEPOIS DA VIAGEM

Enquanto Darwin ainda estava em viagem, Henslow cuidadosamente cultivou a reputação de seu antigo pupilo fornecendo a vários naturalistas os espécimes fósseis e cópias impressas das descrições geológicas que Darwin fazia. Quando o Beagle retornou em 2 de outubro de 1836, Darwin era uma celebridade no meio científico.


Com a ajuda entusiasmada de Lyell, Darwin apresentou seu primeiro artigo na Geological Society de Londres em 4 de janeiro de 1837, afirmando que a massa terrestre da América do Sul estava se erguendo lentamente. No mesmo dia, Darwin apresentou seus espécimes de mamíferos e aves à Zoological Society. Embora, em princípio, os pássaros parecessem merecer menos atenção, o ornitólogo John Gould revelou que o que Darwin pensara serem corruíras (wrens), melros e tentilhões levemente modificados de Galápagos eram de fato tentilhões, mas cada um de uma espécie distinta.

Em 17 de fevereiro de 1837, Lyell aproveitou o seu discurso presidencial na Geological Society para apresentar as descobertas de Owen em relação aos fósseis de Darwin, enfatizando as implicações do fato de que espécies extintas encontradas em uma região fossem relacionadas a outras que viviam atualmente na mesma região. Neste mesmo encontro, Darwin foi eleito para o conselho da Geological Society. Ele já tinha sido convidado por FitzRoy para contribuir com o seu diário e notas pessoais para a seção de história natural do livro que o capitão estava escrevendo sobre a viagem do Beagle. Darwin também estava trabalhando em um livro sobre a geologia da América do Sul. Ao mesmo tempo, ele especulava sobre a transmutação de espécies no caderno de anotações que ele tinha iniciado no Beagle. Outro projeto que ele iniciou na mesma época foi a organização dos relatórios dos vários especialistas que haviam trabalhado em suas coleções em um livro de múltiplos volumes chamado "Zoologia da viagem do H.M.S. Beagle" (Zoology of the Voyage of H.M.S. Beagle). Darwin concluiu o seu diário em 20 de junho e, em julho, iniciou seu livro secreto sobre transmutação, onde desenvolveu a hipótese de que, apesar de cada ilha de Galápagos ter sua própria espécie de tartaruga, todas elas eram originárias de uma única espécie que tinha se adaptado à vida nas diferentes ilhas de diferentes modos.

A TEORIA SECRETA

Darwin era agora um eminente geólogo no meio científico formado por clérigos naturalistas, com uma renda segura e trabalhando secretamente em sua teoria. Ele tinha muito a fazer, escrevendo sobre todos os seus achados e supervisionando a preparação dos vários volumes da "Zoologia" que deveriam descrever as suas coleções. Ele estava convencido da ocorrência da evolução, mas, desde muito tempo, sempre esteve consciente de que a ideia de transmutação de espécies era vista como uma blasfêmia, bem como era associada com agitadores democráticos radicais na Inglaterra; portanto, a publicação de suas ideias poderia significar a demolição de sua reputação e, consequentemente, a sua ruína. Assim, ele fazia experimentos minuciosos com plantas e consultava frequentemente muitos criadores de animais, incluindo criadores de pombos e porcos, na tentativa de encontrar respostas convincentes para todos os contra-argumentos que ele conseguia antever.


Darwin tentou explicar sua teoria para amigos mais próximos, mas eles demoraram a mostrar interesse e pensavam que uma seleção exige um selecionador divino. Em 1842 a família se moveu para a sua casa no campo (Down House) para escapar da pressão de Londres. Ali, Darwin escreveu um pequeno texto esboçando a sua teoria que, em 1844, seria expandido para um documento de 240 páginas intitulado "Ensaio". Darwin completou seu terceiro livro sobre geologia em 1846. Auxiliado por um amigo, o jovem botânico Joseph Dalton Hooker, ele iniciou um estudo aprofundado sobre cracas. 

Darwin temia publicar a teoria de forma incompleta considerando o fato de que as suas ideias sobre evolução poderiam ser altamente controversas se, de fato, alguma atenção fosse dada a elas. Outras ideias sobre evolução, especialmente o trabalho de Jean-Baptiste Lamarck, tinham sido consistentemente rejeitadas pela comunidade científica britânica e foram associadas à noção de radicalismo político. A publicação anônima de "Vestígios da História Natural da Criação" (Vestiges of the Natural History of Creation) em 1844 gerou outra controvérsia sobre radicalismo e evolução e foi severamente atacada pelos amigos de Darwin, o que assegurava que nenhum cientista de reputação iria querer estar associado com tais ideias.

A PUBLICAÇÃO DO GRANDE TRABALHO

Darwin encontrou uma resposta para o problema de como gêneros divergem ao fazer uma analogia com as ideias de divisão de trabalho na indústria. Variedades especializadas de um gênero, ao encontrarem nichos nos quais sua especialização é mais útil, forçariam a diversificação em espécies. Ele experimentou com sementes, testando a sua habilidade de sobreviver à água salgada, para determinar se uma espécie poderia se transferir para uma ilha isolada pelo mar. Ele também passou a criar pombos para testar a sua hipótese de que a seleção natural era comparável à "seleção artificial" usada por criadores de pombos.

Hooker, Lyell e Darwin
Foi então que, na primavera de 1856, Lyell leu um artigo sobre a introdução de espécies escrito por Alfred Russel Wallace, um naturalista trabalhando no Bornéo. Ciente da similaridade entre este trabalho e o de Darwin, Lyell pressionou Darwin para que publicasse o quanto antes a sua teoria, de forma a estabelecer precedência. Apesar de sua doença, Darwin iniciou o livro de três volumes intitulado "Seleção Natural" ("Natural Selection"), obtendo espécimes e informações de naturalistas como Asa Gray e o próprio Wallace. Em dezembro de 1857, quando trabalhava em seu livro, Darwin recebeu uma carta de Wallace perguntando se ele se aprofundaria na questão das origens do homem. Ciente dos temores de Lyell, Darwin respondeu: "Eu acho que irei evitar completamente este assunto, uma vez que ele é rodeado de preconceitos, embora eu admita que este é o maior e mais interessante problema para um naturalista". Ele então encorajou Wallace a teorizar sobre o tema, dizendo "não há observações boas e originais sem especulação". Quando o seu manuscrito já alcançava 250 mil palavras, em junho de 1858, Darwin recebeu de Wallace o artigo em que aquele descrevera o mecanismo evolutivo que concebera. Wallace também solicitara a Darwin que o enviasse a Lyell. Darwin assim o fez, embora estivesse chocado que ele tivesse sido "prevenido" do fato. 

Em 1859 era publicada a primeira edição do livro mais importante da história da biologia, e um dos mais importantes já escritos na história da humanidade On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life (Sobre a Origem das Espécies por Meio da Selecção Natural ou a Preservação de Raças Favorecidas na Luta pela Vida). Somente na sexta edição (1872), o título foi abreviado para The Origin of Species (A Origem das Espécies), como é popularmente conhecido.

A Origem das Espécies
Naquela época, o termo "evolucionismo" implicava criação sem intervenção divina e, por isso, Darwin evitou usar as palavras "evolução" ou "evoluir", embora o livro terminasse anunciando que "um número incontável das mais belas e maravilhosas formas evoluíram e estão evoluindo". O livro só mencionava brevemente a ideia de que seres humanos também deveriam evoluir tal qual outros organismos. Darwin escreveu de forma propositadamente atenuada que "luz será lançada no tocante à origem do homem e sua história".

O livro de Darwin iniciou uma controvérsia pública que ele acompanhou atentamente, obtendo cortes de jornais de milhares de resenhas, críticas, artigos, sátiras, paródias e caricaturas. Críticos foram rápidos em apontar as implicações não discutidas no livro de que "homens fossem descendentes de macacos" ("men from monkeys"). Entretanto, houve resenhas favoráveis, entre elas, uma publicada no The Times escrita por Huxley que incluía críticas a Richard Owen, um expoente do meio científico.

Muitas pessoas sentiam que a visão de Darwin da natureza acabava com a importante distinção entre homem e animais. O próprio Darwin não defendia suas ideias em público, embora ele lesse avidamente tudo sobre o debate. Ele se encontrava frequentemente doente e apenas fazia comentários através de cartas e correspondência. Seu círculo central de amigos cientistas Huxley, Hooker, Charles Lyell e Asa Gray ativamente colocavam seu trabalho em discussão nos palcos científico e público, defendendo-o de seus muitos críticos e ajudando-o a ganhar o respeito que lhe valeu a medalha Copley da Royal Society em 1864. A teoria de Darwin também foi usada como base para vários movimentos da época e tornou-se parte da cultura popular. O livro foi traduzido para muitos idiomas e teve numerosas re-impressões. Tornou-se um texto científico acessível tanto para aos novos e curiosos cidadãos da classe média quanto para os trabalhadores e foi aclamado como o mais controverso e discutido livro científico de todos os tempos.

OS ÚLTIMOS MOMENTOS


Apesar dos sucessivos problemas de saúde que acometeram Darwin nos seus últimos vinte e dois anos de vida, ele continuou trabalhando avidamente, passando a se dedicar aos aspectos mais controversos do seu "grande livro" que ainda estavam por ser completados: a evolução da espécie humana a partir de animais mais primitivos, o mecanismo de seleção sexual que poderia explicar características de não tão óbvia utilidade além de mera beleza decorativa, bem como sugestões para as possíveis causas subjacentes ao desenvolvimento da sociedade e das habilidades mentais humanas.

Darwin morreu em Downe, Kent, Inglaterra, em 19 de abril de 1882. Ele deveria ter sido enterrado no jardim da igreja de St Mary em Downe, mas atendendo ao pedido de seus colegas cientistas, William Spottiswoode (Presidente da Royal Society) cuidou para que ele tivesse um funeral de estado e Darwin foi enterrado na abadia de Westminsterpróximo a Charles Lyell, William Herschel e Isaac Newton.

O RECONHECIMENTO

Ainda durante a vida de Darwin, muitas espécies de seres vivos e elementos geográficos foram batizados em sua homenagem, entre eles, o Monte Darwin, nos Andes, em celebração ao seu vigésimo quinto aniversário. A capital do Northern Territory na Austrália também foi batizada com o seu nome em comemoração à passagem do Beagle por ali, em 1839. No mesmo território, foram batizados com o seu nome uma universidade e um parque nacional.

As 14 espécies de tentilhões que ele estudou em Galápagos são chamadas "tentilhões de Darwin" em honra ao seu legado. Em 1964, foi inaugurado em Carmbridge o Darwin College em honra à sua família e, parcialmente, porque os Darwin eram os donos do terreno usado. Em 1992, Darwin foi posicionado em décimo sexto lugar na As 100 maiores personalidades da História, compilada pelo historiador Michael H. Hart. Darwin também figura na nota de dez libras introduzida pelo banco da Inglaterra em 2000 em substituição a Charles Dickens. Sua barba impressionante e difícil de ser copiada foi apontada como um dos fatores que contribuíram para a escolha. Darwin também aparece em quarto lugar na 100 Greatest Britons, uma lista compilada por meio de voto popular pela BBC.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

ALGUMAS BELAS IMAGENS FEITAS PELO TELESCÓPIO HUBBLE

Em 1990 a NASA colocava em órbita o Telescópio Hubble, que se tornou um aliado crucial na nossa busca melhor entendimento do universo.

Algumas belas imagens registradas pelo Hubble:

Supernova 1987 I (1990)

Nebulosa de Órion (1992)

Galáxia espiral Messier 100 (1994)

Planeta Marte (1999)

Nebulosa do Esquimó (2000)

Galáxia espiral ESO 510-G13 (2001)

Estrela hipergigante V838 Monocerotis (2003)

Planeta Saturno (2009)

Nebulosa Cabeça de Cavalo (2013)

Nebulosa Planetária NGC 5189 (2012)

domingo, 10 de maio de 2015

DESACELERAÇÃO DO AQUECIMENTO GLOBAL “INTRIGA” CIENTISTAS. SERÁ?

Pois bem, eu sempre fui um crítico a essa teoria de que o aquecimento global é causado pela atividade humana. No blog Biologia na Medida Certa o assunto rendia, e muitas vezes eu era criticado por isso.

Vou repetir aqui algo que eu sempre disse. Se alguém me mostrar alguma referencia científica séria que prove a relação da atividade humana com aquecimento global eu mudo minhas convicções. Outra coisa, o aquecimento global não é um fenômeno que irá durar até a extinção da vida no planeta, ele obedece a ciclos que duram, em média, 18.000 anos, depois o planeta entra em um resfriamento global, até que um novo aquecimento comece. Isso sempre aconteceu independente da presença humana no planeta, e quem comanda essas mudanças climáticas que são naturais é o sol.

Uma das teorias para explicar essa pausa diz que os oceanos teriam absorvido mais calor pelo fato de sua superfície ficar mais fria do que se esperava. Outras especulam que a poluição industrial da Ásia ou nuvens estariam bloqueando o calor do sol, ou então que os gases do efeito estufa retêm menos calor do que se acreditava. A mudança pode também decorrer de um declínio já observado na presença de vapor de água (que absorve calor) na alta atmosfera, por razões desconhecidas. Os cientistas dizem que pode estar ocorrendo uma combinação de vários fatores, ou variações naturais ainda desconhecidas.

Vamos entender uma coisa aqui, as emissões de gases do efeito estufa atingiram níveis recordes repetidamente com um crescimento anual de cerca de 3 por cento na maior parte da década até 2010, em parte alimentada por aumentos na China e na Índia. Emissões mundiais foram 75 por cento maiores em 2010 do que em 1970, segundo dados da ONU. MAS O AQUECIMENTO GLOBAL RECUOU E O PLANETA ESTÁ ESFRIANDO.


O problema é que o fraco crescimento econômico mundial e a redução na tendência de aquecimento global estão afetando a disposição dos governos para fazerem uma rápida transição dos combustíveis fósseis para as energias renováveis, o que exige bilhões de dólares, e independente de aquecimento global ou não a mudança da nossa matriz energética tem que mudar, temos que usar as fontes limpas de energia.

sábado, 9 de maio de 2015

A CIÊNCIA PODE EXPLICAR A HOMOSSEXUALIDADE?

Tempos atrás eu escrevi um post sobre a homossexualidade sob a ótica da ciência. Fiquei muito feliz na época, pois foi uma postagem com mais de 3.000 visualizações e, nos mais de 100 comentários tivemos a oportunidade de debater de forma bastante produtiva.

O grande problema que vejo é que ainda temos que debater sobre a homossexualidade. Vejo como um problema porque, na minha humilde opinião, isso de ficar questionando se é certo ou errado me parece coisa de país não desenvolvido como o nosso. O Brasil é o maior país católico do mundo, e por aqui há uma imensa proliferação de igrejas evangélicas, que, com todo respeito, com essa visão quase medieval, se esquecem de olhar para o futuro, e continuam a rotular o homossexual como uma aberração.

Antes de entrar no mérito da questão gostaria de fazer um comentário aqui. Não é possível que pessoas usem a ciência de maneira totalmente equivocada para embasar as suas crenças. Muita gente teve a oportunidade de ver na TV a reportagem do pastor Silas Malafaia no programa da jornalista Marília Gabriela. Pois é, tal pastor usa a ciência para dizer que a homossexualidade é apenas comportamental, ou provocada por algum trauma de infância. Para isso ele diz se embasar em estudos genéticos, pois a ciência não tem nenhuma evidência da existência de um gene que causaria a homossexualidade. Por outro lado, como ele é um defensor do criacionismo, ele diz que a Teoria da Evolução é apenas um teoria devido ao fato dela não poder ser observada na prática. Ora, sendo assim devemos esquecer todos os estudos da paleontologia, devemos desconsiderar todos os fósseis, estudos genético e moleculares que provam a ocorrência da Evolução das Espécies. Usar a ciência sem nenhuma responsabilidade é muito perigoso e antiético, ainda mais vindo de um psicólogo como ele. 

A PESSOA JÁ NASCE HOMOSSEXUAL?

Bem, estamos diante de um mistério para a ciência. O tal gene homossexual nunca foi encontrado, mas alguns cientistas não desistem de encontrar uma causa biológica. No século 19, psiquiatras concluíram que a homossexualidade era um transtorno mental causado por equívocos na criação da criança, e essa ideia reinou na maior parte do século 20. Sendo assim seria possível evitar e até reverter quadros homossexuais. Ao perceber o fracasso total das terapias de “cura”, em 1973, a Associação Psiquiátrica Americana achou melhor retirar da sua lista de distúrbios mentais a atração sexual por pessoas do mesmo sexo. Foi quando o termo mudou de nome: homossexualismo deu lugar a homossexualidade. 

Em 1991 surgiu a primeira teoria sobre uma possível causa biológica, o hipotálamo menor. O neurocientista Simon LeVay descobriu que essa zona-chave da sexualidade no cérebro era entre 2 e 3 vezes menor nos gays. Porém o estudo esbarrou em várias críticas, pois a pesquisa se deu em cadáveres de homossexuais que morreram em decorrência da AIDS, e o tamanho reduzido do hipotálamo poderia ser causado pela doença. Mesmo que não fosse seria impossível determinar que essa seria a causa da preferência pelo mesmo sexo.

Hoje em dia uma pesquisa bastante adiantada é a que trata dos marcadores epigenéticos (MEs), vou explicar. Os MEs são como “nuvens de proteínas” que tem como função ligar e desligar certos genes. Pensem que cada célula do nosso corpo possuem os mesmo genes, por exemplo, as células do pâncreas possuem os genes responsáveis pela produção de insulina, porém as células do coração também os possui, então tais genes são ativados nas células do pâncreas pelos MEs para que elas produzam insulina, e desativadas nas células do coração também pelo MEs para que essas não produzam. Assim, a ação dos MEs passa a ser quase tão importante quanto as dos próprios genes.

Até pouco tempo atrás acreditava-se que os Mes não eram passados de pais para filhos, mas hoje sabe-se que em alguns casos eles são sim repassados aos descendentes, o que pode ser um problema, vejamos um deles: em situações de fome intensa, por exemplo, os MEs podem ativar genes que potencializem o aproveitamento da pouca comida que é ingerida. Se esses MEs passam para o filho, os genes deste também serão ativados de forma que uma dieta normal poderá gerar um quadro de obesidade (no filho), já que os genes ativados pelos MEs paternos continuarão passando a instrução de aproveitar ao máximo cada grama de alimento ingerido.

Tal processo poderia estar ligado a preferência sexual. O embrião cria MEs que o protege de possíveis variações dos níveis de testosterona da mãe, já que altos níveis de testosterona durante a gravidez podem masculinizar embriões femininos, e baixos níveis de testosterona feminizar embriões masculinos. Sendo assim, se MEs do pai ou da mãe fossem transferidos ao embrião em formação, os paternos “masculinizantes” seriam ativados na filha, ou no caso oposto, os da mãe ativariam no filho genes feminizantes.  

HOMOSSEXUALIDADE NA NATUREZA

Sempre ouvimos que a homossexualidade existe desde que o homem surgiu na Terra, mas ela pode ter surgido bem antes disso, já que inúmeras espécies de animais “praticam” a homossexualidade, como os Albatrozes de Laysan, Golfinhos nariz-de-garrafa, Bonobos, Galo-da-serra peruano, Leões africanos, Pinguins, Girafas, Libélulas, entre outras.

Vamos nos concentrar em um dos exemplos, os Golfinhos nariz-de-garrafa, que estão entre os animais mais inteligentes da natureza, com capacidades cognitivas e sociais comparáveis aos chipanzés e humanos.

Já foram identificadas várias relações homossexuais e bissexuais na sociedade destes animais, sendo que em um dos casos um casal de golfinhos homossexual manteve um relacionamento por inacreditáveis 17 anos. Para os cientistas, tais relacionamentos servem para manter o grupo unido e evitar conflitos internos.

Os golfinhos não “pensam” assim: acho que vou ter uma relação homossexual com aquele outro golfinho para que ele não brigue comigo. Tal comportamento se trata de um extinto de sobrevivência, pois o grupo unido é capaz de se defender de possíveis predadores. Todos nós sabemos que os instintos são passados dos pais para os filhos, cada extinto de cada espécies está em seus genes, portanto essa é mais uma evidência de uma causa biológica da homossexualidade.

De qualquer forma penso que o caráter da pessoa é muito mais importante do que a preferência sexual. Acho muito injusto dizer que o homossexual é uma pessoa pecadora, pois imaginem um garoto que nasceu homossexual, com seus 4 ou 5 anos de idade, que possui trejeitos femininos, na sua mais pura inocência, poderia ser condenado ao fogo eterno? O homossexual tem que entender que Deus não tem nada haver com esse discúrso ridículo, ele te ama sim, e para ele o que conta é o ser humano que você é, e não se você se relaciona com alguém do mesmo sexo. 

O homossexual é um ser humano como outro qualquer, com direitos e deveres, qualidades e defeitos, amores e dissabores, que merecem a felicidade e sobretudo o respeito.
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